sábado, 23 de abril de 2022

Suspeito por má conduta financeira.

Justiça francesa emite um mandato de prisão internacional para Ghosn.


Paris - Nesta sexta-feira, 22 de abril, as autoridades da França emitiram um mandato de prisão internacional para Carlos Ghosn, ex-presidente da Renault-Nissan.

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Justiça francesa emite um mandato de prisão internacional para Ghosn.
Carlos Ghosn enfrenta agora um mandato de prisão internacional emitido pela justiça da França. Foto: AFP.

A justiça francesa está investigando vários pagamentos considerados suspeitos que chegam a 15 milhões de euros (US$ 16,3 milhões). Durante a gestão de Ghosn, os pagamentos foram feitos entre a aliança das empresas Renault-Nissan e o distribuidor das montadoras em Omã, a Suhail Bahwan Automobiles (SBA).

Em novembro de 2018, o então chefe do setor automobilístico entre as montadoras Nissan, Renault e Mitsubishi Motors, Carlos Ghosn foi detido no aeroporto de Haneda pela polícia japonesa, acusado de má conduta financeira no Japão. Junto com Ghosn, o seu ex-assessor, Greg Kelly, também foi detido pelas autoridades japonesas por estar envolvido no mesmo caso. Ambos empresários negaram qualquer irregularidade nas finanças corporativas das empresas que gerenciavam.

Em dezembro de 2019,  enquanto aguardava julgamento no Japão, Ghosn escapou da justiça japonesa de uma forma audaciosa. Embarcando escondido no aeroporto de Osaka, dentro de um estojo de equipamentos de audio, ele viajou em um voo particular rumo ao exterior. Desde a sua fuga, Ghosn tem vivido na cidade de Beirute, no Líbano. O país não tem nenhum tratado com o Japão de extradição de pessoas que cometeram crimes em território japonês.

Ghosn já afirmou para imprensa internacional que fugiu das autoridades japonesas porque acreditava que não teria um julgamento justo no Japão. Ele também disse que a montadora Nissan Motors conspirou junto com os promotores de justiça do Japão para prendê-lo. O motivo da conspiração é que a empresa japonesa não queria aprofundar a aliança com a montadora francesa Renault.

Jean Tamalet, um dos advogados de Ghosn, disse à imprensa o seguinte: "O mandato de prisão da França foi muito surpreendente. O juiz e o promotor da cidade de Nanterre sabem perfeitamente bem que Carlos Ghosn sempre cooperou com a justiça".

Um juiz de Nanterre, responsável pelas investigações na França, emitiu cinco mandatos de prisão que, além de Ghosn, também visavam os atuais e ex-líderes da empresa SBA. As autoridades de Nanterre visitaram Beirute duas vezes durante as investigações: interrogando duas testemunhas em fevereiro e conversando com Ghosn no ano passado, junto com investigadores de Paris.

A investigação francesa se concentra em supostas operações financeiras ilegais com o distribuidor da Renault-Nissan em Omã, pagamentos de uma subsidiária holandesa para seus consultores e festas luxuosas organizadas no Palácio de Versalhes. Ghosn foi ouvido como testemunha no Líbano e precisaria estar na França para ser formalmente indiciado, tendo acesso aos detalhes das acusações que enfrenta.


Fonte: Japan Today.

 
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