terça-feira, 4 de maio de 2021

Aumento da produção industrial.

No mês de março, a produção se recupera com o aumento da fabricação de automóveis no Japão.


Tóquio - A produção industrial do Japão registrou um aumento surpreendente no mês de março. A alta na produção de automóveis ajudou a manter uma recuperação econômica até o momento. Comparando o mesmo setor no ano passado, houve uma profunda queda industrial provocada pelo primeiro ano da pandemia do coronavírus no mundo.

No mês de março, a produção se recupera com o aumento da fabricação de automóveis no Japão.
Recuperação de 2,2% da produção industrial no Japão em março. 

O aumento da produção provavelmente diminuirá as preocupações sobre o impacto que a crise da saúde está tendo sobre o setor manufatureiro japonês. A recuperação é graças à forte demanda externa, especialmente da China.

A taxa de desemprego caiu em relação ao mês anterior, segundo dados, num sinal de fortalecimento das condições de emprego. Já os preços ao consumidor de Tóquio caíram inesperadamente em abril, devido aos cortes nas tarifas de telefonia móvel das principais operadoras de telecomunicações do país.

Dados do governo divulgados na sexta-feira, 30 de abril, mostraram que a produção das fábricas cresceu 2,2%  no mês de março. O aumento foi impulsionado por uma maior produção de automóveis, de produtos químicos orgânicos e de inorgânicos.

O aumento da produção, uma reversão da queda de 1,3% do início do ano, foi muito melhor do que a previsão de queda de 2%  para março, numa pesquisa da Reuters com economistas.

"A questão é se essa tendência pode continuar. É necessário ficar atento se a demanda reduzida está colocando uma pressão negativa na produção futura, já que recentemente o estado de emergência no controle da COVID-19 foi anunciado em Tóquio e Osaka", disse Ayako Sera, estrategista de mercado do Sumitomo Mitsui Trust Bank.

Os dados mostraram que os fabricantes consultados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) esperam um crescimento na produção de 8,4% ou mais para o mês de abril, seguida de uma queda de 4,3% para maio.

A produção das fábricas caiu em fevereiro, mesmo com uma melhor demanda por equipamentos de tecnologia, devido ao enfraquecimento da produção em setores como automóveis e maquinários elétricos.

Espera-se que a economia do Japão seja prejudicada pelo terceiro estado de emergência em Tóquio, Osaka, Kyoto e Hyogo. O anúncio do estado de emergência, feito na semana passada pelo governo, é uma resposta ao grande aumento de infecções por COVID-19 nessas províncias.

As medidas de controle ao coronavírus, que devem ser respeitadas até o dia 11 de maio, prejudicam principalmente o setor de comércio e serviços no país. Muitas famílias já estão reduzindo os gastos com viagens, lazer e refeições fora de casa, o que provavelmente sinaliza uma desaceleração da demanda doméstica na economia.

Existe uma grande divergência na economia japonesa entre indústria e comércio. O setor fabril está se reerguendo com a recuperação da economia mundial e o setor comercial e de serviços têm enfrentado um baixo consumo da população dentro do país. Isso tudo representa um desafio para os economistas formularem uma estratégia de políticas adequadas.

"A divergência continuará este ano provavelmente. No início, pode demorar até meados do próximo ano para que a economia se recupere aos níveis anteriores ao coronavírus", disse Sera.

Outros dados oficiais, divulgados na última sexta-feira, mostraram que a taxa de desemprego dessazonalizada do país caiu para 2,6% em março, superando a estimativa mediana de 2,9%.

O Ministério do Trabalho disse que a proporção de empregos por cada candidato foi de 1,10 em março, ante 1,09 do mês anterior. A proporção de empregos de março é acima da pesquisa da Reuters, que previu 1,09.

Também divulgados na sexta-feira, os dados do governo sobre o índice de preços ao consumidor em Tóquio, que exclui alimentos frescos, caiu 0,2% em abril. A meta de inflação para 2% do banco central japonês torna-se cada vez mais difícil de alcançar este ano.  


Fonte: Japan Today.


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