Expulsão do Japão caso algum atleta olímpico desrespeite as regras do combate à COVID-19.
Tóquio - Os atletas estrangeiros que competirão durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio poderão ser expulsos do Japão se alguns deles violarem os regulamentos de prevenção de infecções do coronavírus. As regras do combate a doença estão num livro lançado nesta terça-feira, 15 de junho.
Atletas devem obedecer às regras do manual olímpico no combate ao coronavírus no Japão. Foto: Reuters.
A terceira e mais nova versão do manual (o playbook), com várias medidas para combater à COVID-19, afirma que os atletas podem enfrentar outras penalidades no caso de não cumprimento das regras: retirada do credenciamento e do direito de participar dos jogos olímpicos, assim como uma multa.
"Pode haver consequências impostas a você no caso de violação de medidas ou instruções, assim como estar sujeito a medidas administrativas estritas. Isso também inclui medidas para os procedimentos na revogação da autorização de estadia no Japão", de acordo com o documento. Também é observado que algumas das etapas estão sob a jurisdição das autoridades japonesas.
O manual, ou livro de regras que foi criado pelos organizadores das Olímpiadas com assessoria da Organização Mundial da Saúde, especifica como e quando os atletas serão testados para o vírus durante os jogos. Também explica o que acontecerá se um teste do atleta der positivo.
Os atletas, que serão rastreados diariamente, terão a responsabilidade de enviar suas amostras de saliva às 9 horas da manhã ou às 18 horas, por meio de oficiais ligados ao combate à COVID-19 e também de seus respectivos comitês olímpicos de seus países.
Se o resultado do atleta der positivo, eles precisarão fazer um teste de reação em cadeia da polimerase, usando um cotonete nasal.
Um centro de controle de infecções foi estabelecido pelo comitê organizador dos Jogos de Tóquio. O centro é responsável por confirmar um teste de COVID-19 positivo e identificar os indivíduos que estiveram próximos da pessoa cujo teste foi positivado. O lugar também será coordenado com uma unidade de apoio, operada por oficiais do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Paraolímpico Internacional.
De acordo com os organizadores, as regras do playbook entrarão em vigor a partir de 1º de julho. Os manuais para funcionários e trabalhadores, incluindo afiliados de patrocinadores corporativos e a mídia, serão lançados numa data posterior.
Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio terão cerca de 15.000 atletas de todo o mundo. Haverá cerca de 78.000 funcionários e trabalhadores estrangeiros, menos da metade dos 180.000 pessoas inicialmente planejado.
Faltando um pouco mais de um mês para a abertura das Olimpíadas, o presidente do COI, Thomas Bach, disse na semana passada que os organizadores dos jogos estão em uma "fase de entrega total".
Os organizadores, incluindo o governo japonês e metropolitano de Tóquio, já tinham decididos não realizar os Jogos Olímpicos com a presença de espectadores vindos do exterior.
Haverá uma decisão no final deste mês sobre a política a ser adotada para os espectadores que vivem no Japão. O governo japonês está estudando a permissão de até 10.000 pessoas nos locais dos jogos.
Tóquio e algumas províncias do país estão atualmente em estado de emergência, que está programado para terminar no dia 20 de junho.
No entanto, o governo está considerando colocar Tóquio no estado de quase-emergência durante as Olimpíadas. A ideia é baseada nas opiniões de vários especialistas em saúde do Japão que expressaram preocupação com o potencial aumento nos casos de COVID-19 na capital durante os jogos.
Fonte: Kyodo News.
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