Assassino alega que sua família foi destruída por um grupo religioso e pelo ex-premiê.
Nara - Um dia depois do assassinato do ex-primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, mais informações começaram a ser desvendadas pela polícia japonesa. Segundo as investigações, o assassino afirma que sua família se desintegrou financeiramente por causa da obsessão de sua mãe com um grupo religioso, e pelo envolvimento de Abe com essa religião.
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Momento em que um segurança da comitiva de Abe agarra Tetsuya Yamagami, responsável por matar o ex-premiê em um comício eleitoral na cidade de Nara, em 8 de julho. Foto: Kyodo News. |
Tetsuya Yamagami, um ex-marinheiro das Forças de Autodefesa Marítima, foi preso no local do crime por atirar e matar Shinzo Abe. O assassinato ocorreu durante um discurso do político nas ruas da cidade de Nara, fato ocorrido na última sexta-feira.
De acordo com a polícia, Yamagami admitiu as acusações contra ele, dizendo que pretendia matar Abe. O assassino citou o nome de uma entidade religiosa e explicou que sua família foi a falência, devido aos problemas financeiros de sua mãe com esse grupo. Ele também afirmou que o ex-premiê tinha promovido esse grupo religioso para todo o Japão. Isso provocou, em Yamagami, um profundo ressentimento por Abe ter ajudado essa religião.
Os investigadores da província de Nara consideraram que Yamagami quis matar Abe com a crença de que o político era afiliado ao grupo religioso que destruiu sua família. A polícia está investigando cuidadosamente os detalhes sobre o depoimento do assassino e os problemas entre a família de Yamagami com o grupo religioso.
Segundo informações de uma agência de recrutamento, Yamagami começou a trabalhar para uma fábrica na região de Kansai no outono japonês de 2020, e pediu demissão em maio deste ano. Atualmente, o criminoso se encontrava desempregado.
A polícia revistou a residência de Yamagami na sexta-feira, algumas horas após o assassinato, e encontraram itens como explosivos e armas de fogo caseira. Algumas das armas encontradas se assemelham muito com a arma usada no ataque, disseram os investigadores.
Muitos políticos e pessoas do Japão criticaram o crime ocorrido em Nara. O assassinato abalou os alicerces da democracia japonesa e expôs falhas na segurança de pessoas públicas.
Em uma coletiva de imprensa, Tomoaki Onizuka, chefe de polícia da província de Nara, pediu desculpas por não ter conseguido evitar o crime e admitiu: "É inegável que houve problemas na segurança".
A aparição de Shinzo Abe na cidade de Nara, em um comício político para as eleições parlamentares do dia 10 de julho, foi agendada às pressas, um dia antes do crime. Abe foi até Nara para ajudar um candidato do Partido Liberal Democrata a se eleger no domingo.
"Fiquei sabendo do discurso de campanha de Abe pelo site do político. Decidi ir até o local de trem", disse Yamagami para a polícia. Os investigadores também estão investigando as ações do assassino antes do horário do crime.
Fontes: The Mainichi / Japan Today.
** Veja abaixo o vídeo que mostra o momento da captura de Tetsuya Yamagami:
*** Se o vídeo não abrir na página do blog, o link é este abaixo:
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