domingo, 24 de julho de 2022

Varíola dos macacos: a nova epidemia?

OMS declara emergência mundial de saúde para a varíola dos macacos.


Genebra - Neste sábado, 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou a varíola dos macacos como uma doença de emergência global de saúde. Este é o alerta de nível mais alto da doença já feito pela organização.

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OMS declara emergência mundial de saúde para a varíola dos macacos.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, durante a declaração de emergência mundial para a varíola dos macacos. Foto: YouTube.

"Decidi declarar a varíola dos macacos como uma emergência de saúde pública de alcance mundial. A doença representa um alerta de interesse internacional, mas com as ferramentas disponíveis, é possível controlar o surto do vírus", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

A decisão foi tomada mesmo que o Comitê de Emergência da organização não chegou a um consenso comum sobre uma provável nova epidemia mundial. Os membros do comitê estiveram discutindo o tema durante um mês.

Até a quinta-feira do dia 21 de julho, a "Our World in Data" (publicação especializada em expor pesquisas e dados analíticos sobre mudanças nas condições de qualidade de vida dos países) informou que 15.510 casos de varíola dos macacos foram confirmados ao redor do mundo. 

No Japão, autoridades de saúde do país ainda não relataram nenhum caso da doença em território nacional. Já no Brasil, o Ministério da Saúde confirmou, até sexta-feira (22 de julho), 607 casos da doença. O estado de São Paulo lidera o número de infectados com 438 casos, seguido pelo estado do Rio de Janeiro (86 casos), e depois pelo estado de Minas Gerais (33 casos). Ao todo, o Ministério da Saúde do Brasil informou que 13 estados, mais o Distrito Federal, registraram casos da varíola dos macacos.

Durante o anúncio, Adhanom apresentou orientações sanitárias sobre a varíola dos macacos, com base de diferentes níveis e a intensificação de casos em cada país. Para locais onde existe a transmissão da doença de humano para humano, foi sugerido medidas coordenadas para interromper a transmissão e proteger os grupos vulneráveis. Além de envolver e proteger as comunidades afetadas pela doença, os membros da OMS explicaram sobre a necessidade de intensificar a vigilância e as medidas de saúde pública. Também foi falado sobre o fortalecimento da gestão clínica, a prevenção e o controle de infecções em hospitais e clínicas.


Fontes: Poder 360 / Uol Notícias / Wikipédia.

 
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