BOJ mantém a flexibilização monetária do país, apesar das perspectivas de inflação mais alta.
Tóquio - O Banco do Japão (BOJ - ou Banco Central do país) anunciou nesta quinta-feira, 21 de julho, que manterá seu programa maciço de flexibilização monetária, embora haja perspectivas de aumento da inflação. A decisão foi tomada após uma reunião de dois dias, discutindo assuntos sobre política econômica.
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O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, anuncia a decisão de manter a flexibilização monetária do país, mesmo com a perspectiva de alta na inflação. Foto: NHK News. |
Segundo o último relatório do BOJ, os formuladores de políticas elevaram a perspectiva do índice de preços ao consumidor para 2,3% durante o ano, que vai até março de 2023. A porcentagem está acima da previsão de 1,9% feito no mês de abril deste ano. Os dados para o cálculo do índice de preços excluem produtos perecíveis.
O anúncio do índice de preços ao consumidor indica que a inflação do Japão, finalmente, atingiu a meta de 2%, porcentagem estabelecida pelo BOJ no ano de 2013.
A revisão do índice, para cima, reflete a previsão de inflação do BOJ para o ano corrente. Os motivos para a elevação do índice foram os preços mais altos das commodities, como energia e matérias-primas.
Entretanto, a alta da inflação do país não provocou aumento substanciais dos salários da população e nem houve crescimento da demanda e consumo. A inflação mais alta irá pressionar a economia japonesa para baixo. Também é observado que o aumento dos preços poderá reduzir a renda das famílias e os lucros das empresas. Essas informações foram observadas pelo BOJ.
Devido a todos esses fatores, os formuladores de políticas decidiram manter o programa maciço de flexibilização monetária do Japão.
Nikkey ON!: Se a economia japonesa continuar do jeito que está, um dólar americano vai estar valendo 150 ienes até o final de agosto ou setembro deste ano...
Fonte: NHK News.
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