Lançamento do foguete da JAXA termina em fracasso.
Kagoshima - A decolagem do novo foguete japonês H3 acabou terminando em falha nesta terça-feira, depois que o motor do segundo estágio não funcionou. Por causa desse problema, a missão foi abortada.
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O H3 decolou às 10h37 do Centro Espacial de Tanegashima, localizada em uma ilha ao sul da província de Kagoshima. Esse seria seu voo inaugural. O foguete estava programado para colocar um satélite de observação na órbita da Terra, a uma altitude de aproximadamente 675 km.
De acordo com a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), após o foguete ter decolado (depois de 8 minutos), a ignição do motor do segundo estágio não havia sido confirmado pela equipe responsável.
Por volta das 10h52, a agência anunciou que o foguete havia recebido ordem de autodestruição. A JAXA está investigando a causa do problema.
Em outubro do ano passado, a JAXA também fracassou no lançamento de outro foguete, o Epsilon-6.
O modelo H3 foi o primeiro grande foguete que o Japão desenvolveu em cerca de 30 anos. O objetivo desse novo projeto era aumentar a capacidade de carga, 1,3 vezes mais em relação ao antigo foguete H2A. A agência também queria reduzir o custo atual de decolagem pela metade.
Os co-desenvolvedores, JAXA e Mitsubishi Heavy Industries, gastaram mais de 200 bilhões de ienes (US$ 1,5 bilhão), desde o lançamento do projeto há nove anos.
O primeiro foguete H3 foi programado, inicialmente, para decolar no ano fiscal de 2020. Entretanto, a data de lançamento na órbita terrestre foi adiada, devido às dificuldades no desenvolvimento do novo motor principal.
Em 17 de fevereiro deste ano, a decolagem do H3 foi abordada devido a uma anomalia do sistema, detectada no primeiro estágio do motor. A JAXA tinha informado, nessa época, que medidas foram tomadas para resolver o problema.
Provavelmente, o lançamento fracassado do foguete terá um impacto considerável na JAXA. O foguete H3 era considerado a chave para o futuro, nos planos do desenvolvimento espacial do Japão.
Fonte: NHK News.
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