Falência de bancos, nos Estados Unidos, repercute na bolsa de valores do Japão.
Tóquio - A quebra de dois bancos americanos, o Silicon Valley Bank (SVB) e o Signature Bank, causou uma onda de choque no mercado financeiro do Japão nesta segunda-feira, 13 de março.
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O Nikkei Stock Average de Tóquio (índice da bolsa de Tóquio) encerrou o pregão do dia em 27.832 pontos. Isso representa uma queda de 311 pontos, ou 1,1%, em relação ao fechamento do pregão de sexta-feira, 10 de março. Durante esta segunda-feira, o índice chegou a perder mais de 500 pontos.
O estresse nos mercados financeiros mundiais fez com que os investidores vendessem grande parte das ações em suas carteiras. As ações mais afetadas, com a turbulência do mercado, foram os títulos relacionados a bancos e a empresas de TI (Tecnologia da Informação).
Procurando por investimentos mais seguros, os investidores transferiram seus montantes em dinheiro para ativos de menor risco. Muitos compraram títulos do governo japonês, reduzindo para 0,295% o rendimento da emissão dos papéis, de referência de 10 anos.
Essa situação não era vista desde 20 de dezembro de 2022. No final do ano passado, o Banco do Japão ajustou sua política monetária, permitindo que o título público (com rendimento de 10 anos) se movesse em uma faixa mais ampla.
A taxa de câmbio entre o iene e o dólar americano flutuou amplamente. A moeda japonesa chegou a valorizar mais de 2 ienes frente ao dólar (variando de 137 ienes/dólar para 135 ienes/dólar).
O governo japonês e o Banco Central do Japão esperam que o impacto dos mercados financeiros seja limitado.
O estrategista-chefe de mercados financeiros da Sumitomo Mitsui DS Asset Management, Masahiro Ichikawa, disse que o SVB - Silicon Valley Bank (a instituição financeira era o 16ª maior banco dos EUA) era um banco que atendia, principalmente, empresas startups (pequenas empresas emergentes de capital de risco). A má gestão do risco e a corrida de saques bancários, impulsionada por investidores da indústria de tecnologia, causou um colapso no SVB na última sexta-feira, 10 de março.
Ichikawa acredita que é improvável que o nervosismo dos investidores se espalhe para outros bancos e perturbe o sistema financeiro global. O governo americano irá intervir para conter a falência dos dois bancos, evitando uma nova crise mundial. Em 2008, o mundo entrou em colapso com a falência do banco americano Lehman Brothers.
"É preciso observar com calma os acontecimentos dos próximos dias", disse Ichikawa.
Fontes: NHK News / CNN Brasil / Wikipédia.
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