segunda-feira, 6 de junho de 2022

Mau pressentimento sobre a economia.

Elon Musk quer cortar 10% dos empregos da montadora Tesla.


São Francisco - De acordo com um e-mail vazado pela imprensa internacional, o CEO da Tesla, Elon Musk, informou que está querendo cortar cerca de 10% dos empregos de sua montadora de carros elétricos. Na mensagem, Musk diz que está com um "pressentimento muito ruim" sobre a economia mundial.

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Elon Musk quer cortar 10% dos empregos da montadora Tesla.
CEO da Tesla e fundador da Space X, Elon Musk. Foto: Reuters.

A revelação do e-mail veio dois dias depois que Musk , atualmente o homem mais rico do mundo, ordenou aos seus funcionários que parem com o trabalho remoto e retornem aos seus locais de trabalho. Se algum funcionário não obedecer a ordem, a pessoa pode simplesmente deixar de trabalhar para a empresa.

Até o final de 2021, a Tesla Inc. estava empregando aproximadamente 100.000 pessoas, tanto na empresa como nas subsidiárias, conforme dados anuais da Comissão dos Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).

O alerta de Musk, sobre uma possível recessão mundial e a queda nas vendas de automóveis, pode ser um tipo de previsão mais direto e de alto perfil, nesse setor da indústria, nos últimos tempos.

Embora as preocupações com o risco da recessão tenham crescido, a demanda por carros da Tesla e de outros veículos elétricos permaneceu forte. Muitos indicadores tradicionais da economia que falaram sobre desaceleração econômica, incluindo o aumento dos estoques de veículos em revendedores nos Estados Unidos, não se materializaram para a Tesla até agora.

Se as vendas continuam fortes, a Tesla vem lutando para reiniciar a produção de automóveis em sua fábrica em Xangai. Os lockdowns da COVID-19, em Xangai, forçaram as paralisações das instalações fabris na China.

A perspectiva sombria de Musk ecoa comentários recentes de alguns executivos, incluindo o CEO da empresa JP Morgan Chase & Co., Jamie Dimon.

"Um furação está logo ali na estrada, vindo em nossa direção", disse Dimon na semana passada.

Antes do e-mail de Musk vir à tona, a Tesla tinha cerca de 5.000 vagas de emprego em aberto no LinkedIn (rede social de negócios): havia vagas em vendas na cidade de Tóquio, vagas para engenheiros em sua super fábrica na cidade de Berlim e até vagas para cientistas em Palo Alto (Califórnia, nos Estados Unidos).

A exigência de Musk, para que os funcionários retornem aos escritórios da empresa, já enfrentou resistência na Alemanha.

"Todos da Tesla são obrigados a passar, no mínimo, 40 horas no escritório por semana. Se o funcionário não aparecer no escritório, vamos supor que ele pediu demissão", escreveu Musk em seu e-mail polêmico de terça-feira (31 de maio).

Na última quinta-feira, 2 de junho, Musk também se envolveu em uma discussão no Twitter com o bilionário australiano Scott Farquhar, CEO e cofundador da Atlassian Plc (desenvolvedora de softwares). Farquhar ridicularizou a diretiva de Musk, sobre o fim do home office, em uma série de tweets, dizendo "como algo saído da década de 1950".

Musk twittou: "as recessões têm uma função vital na limpeza econômica", em resposta ao tweet de Farquhar que incentivava os funcionários da Tesla a refletir sobre seus cargos remotos.

No final de maio, Musk respondeu à pergunta de um usuário do Twitter, sobre se era verdade que a economia mundial iria entrar numa recessão em breve: "Sim, mas isso é realmente uma coisa boa. Está chovendo dinheiro dos tolos há muito tempo na economia. Algumas falências precisam acontecer".

Jason Stomel, fundador da agência de talentos de tecnologia Cadre, disse o seguinte sobre a mensagem de Musk: "Acho que há um potencial de que isso seja apenas uma demissão disfarçada. Talvez,  a Tesla pode estar se livrando de funcionários com atritos dentro da empresa. Musk sabe que há uma porcentagem de empregados que simplesmente não vai voltar a trabalhar para Tesla".


Fonte: Japan Today.


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