Recruta provoca um tiroteio no campo de tiros das Forças de Autodefesa do Japão.
Gifu - Nesta quarta-feira, 14 de junho, um recruta das Forças de Autodefesa do Japão (GSDF) causou uma chacina em um campo de tiros, durante o horário de treinamento com armas de fogo. Duas pessoas morreram e uma ficou ferida no tiroteio.
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O recruta, um homem de apenas 18 anos, foi preso no local do incidente, por volta das 9h10. Durante a manhã de quarta-feira, ele participava de um treinamento junto com outros recrutas, no campo de tiros da GSDF na cidade de Gifu, província de mesmo nome. Segundo a polícia, o jovem admitiu ter atirado nas vítimas com um rifle. Os motivos do crime ainda são desconhecidos.
Dois homens morreram no local do crime, sendo um instrutor de tiros de 52 anos e um outro de 25 anos. Um terceiro membro da GSDF, de 25 anos, ficou ferido no tiroteio, sendo levado a um hospital próximo.
"Tais coisas nunca deveriam acontecer, em uma organização que lida com armas de fogo", disse o general Yasunori Morishita, chefe de gabinete do GSDF que concedeu uma coletiva de imprensa no Ministério da Defesa, em Tóquio.
Após o incidente em Gifu, o GSDF suspendeu imediatamente todos os exercícios de tiro e explosões no Japão. De acordo com Morishita, ele quis garantir a segurança de suas tropas com a suspensão dos treinos pelo país. O general disse que o GSDF estabelecerá um painel investigativo, evitando a recorrência de tal incidente.
O jovem recruta, que cometeu o crime, tinha ingressado no GSDF em abril deste ano. Ele pertencia ao mesmo regimento das três vitimas encarregadas do treinamento.
A sessão de treinamento envolvia aproximadamente 120 funcionários, incluindo cerca de 70 recrutas. O objetivo dos treinos era melhorar as habilidades dos recrutas com o uso do fuzil automático. Segundo o GSDF, era o quinto e último exercício do recruta preso.
"Peço minhas sinceras desculpas por causar preocupação ao povo japonês", disse o Ministro da Defesa, Yasukazu Hamada.
De acordo com o Ministério da Defesa, os novos recrutas do GSDF começam a trabalhar como funcionários regulares, com mandatos fixos de um ano e quatro meses, após um período de treinamento educacional de três meses de duração.
Fonte: Kyodo News.
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