segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Os atletas partiram para China!

Seleção olímpica do Japão segue viagem para os Jogos de Inverno em Pequim.


Tóquio - Faltando apenas 5 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, parte dos atletas e da equipe olímpica japonesa viajaram para China neste domingo, 30 de janeiro.

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Seleção olímpica do Japão segue viagem para os Jogos de Inverno em Pequim.
A medalhista de ouro Nao Kodaira embarcou em um voo internacional neste domingo, rumo para as Olimpíadas de Pequim 2022. Foto: NHK News.

Oitenta e três atletas e oficiais olímpicos embarcaram em um voo no aeroporto de Haneda, em Tóquio. Entre os atletas famosos que seguiram para Pequim, estão a patinadora de velocidade Miho Takagi (medalhista de ouro e capitã da equipe olímpica) e Nao Kodaira (outra patinadora de velocidade e medalhista olímpica). Takagi e Kodaira seguem para China em busca da segunda medalha de ouro para ambas nas Olimpíadas de Inverno.

Todos os atletas pareciam descontraídos no aeroporto, acenando alegremente para os membros da mídia japonesa antes de embarcar no voo internacional.

Um total de 124 atletas japoneses estarão competindo nos Jogos de Pequim. É a maior delegação olímpica do Japão em uma Olimpíada de Inverno fora do país.

Hidehito Ito, chefe da delegação olímpica japonesa, disse aos repórteres que, desta vez, os atletas tentarão trazer mais medalhas nesta olimpíadas do que o recorde conquistado nos Jogos de Inverno de Pyeong Chang 2018, na Coréia do Sul. Quatro anos atrás, a equipe japonesa dos jogos de inverno conquistou um total de 13 medalhas olímpicas.

A cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Pequim 2022 será realizada na próxima sexta-feira, dia 4 de fevereiro. Algumas competições dos jogos irão iniciar antes da abertura oficial, no dia 2 de fevereiro.


Fonte: NHK News.


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domingo, 30 de janeiro de 2022

Sul-coreanos enfrentando a pandemia.

Nos últimos dias, a Coréia do Sul tem registrado aumento de casos da COVID-19 na população.


Seul - Desde a semana passada, a Coréia do Sul vem registrando números cada vez maiores de infecções por coronavírus. A alavancagem de casos é impulsionada pela rápida disseminação da variante ômicron no país.

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Nos últimos dias, a Coréia do Sul tem registrado aumento de casos da COVID-19 na população.
A Coréia do Sul tem registrado, nos últimos dias, um número crescente de casos de coronavírus em sua população. Foto: NHK News.

As autoridades coreanas de saúde pública informaram que o número de infecções na sexta-feira, 28 de janeiro, atingiu 17.542 casos de COVID-19 no país. É o quinto dia consecutivo de aumento de casos. Comparando os números da semana anterior,  houve um aumento (2,5 vezes mais casos) de pessoas infectadas até o último dia da contagem.

O aumento de infecções acontece justamente durante o começo do feriado prolongado, de cinco dias, do Ano Novo da Coréia do Sul que foi iniciado neste sábado.

O governo sul-coreano está pedindo à população que evite de viajar para outras cidades durante o feriado. No país, as pessoas já estão proibidas de fazer refeições em ambientes fechados e em áreas de descanso ao longo de via expressas. As empresas ferroviárias limitaram a venda de passagens para apenas os assentos das janelas dos trens.

Recentemente, centros de exame de detecção do coronavírus foram criados pelas autoridades sul-coreanas, oferecendo testes de PCR gratuitos em todo o país. No sábado, os testes de antígenos começaram a ser oferecidos, com resultados que ficam rapidamente disponíveis para as pessoas.

Em relação as doses de reforço, o sistema de saúde do país está acelerando a administração de vacinas, reduzindo o intervalo entre a segunda dose e a terceira dose para 3 meses.

A proporção de pessoas da Coréia do Sul que receberam as doses de reforço atingiu 52,3% da população (entre as pessoas elegíveis para as doses).


Fonte: NHK News. 


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sábado, 29 de janeiro de 2022

Mais mão de obra do exterior no Japão.

Novo aumento no número de trabalhadores estrangeiros no Japão.


Tóquio - O Ministério do Trabalho do Japão informou nesta sexta-feira, 28 de janeiro, que o número de empregados estrangeiros no país atingiu mais de 1,72 milhão trabalhadores até o final de outubro do ano passado. O crescimento foi um pequeno recorde alcançado, mesmo com os problemas da pandemia no Japão e no mundo.

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Novo aumento no número de trabalhadores estrangeiros no Japão.
Até outubro de 2021, houve um crescimento no número de trabalhadores estrangeiros no Japão. Foto: NHK News.

Com base nos relatórios dos empregadores do Japão em outubro de 2021, o número da mão de obra estrangeira no país foi de 1.727.221 trabalhadores. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de apenas 0,2% de trabalhadores estrangeiros. O baixo aumento foi devido às dificuldades na contratação de novos empregados de outros países, em tempos de pandemia do coronavírus.

Por status de residência no Japão, o número de estrangeiros descendentes de japoneses ou cônjuges de japoneses foi o maior registrado, com 580.328 trabalhadores. O número é 6,2% superior em relação a quantidade de trabalhadores, com esse status, do ano anterior.

O segundo maior grupo, profissionais técnicos e acadêmicos, totalizou 394.509 trabalhadores. Uma alta de 9,7% em relação ao mesmo grupo do ano anterior.

O número de estagiários técnicos estrangeiros caiu 12,6% em 2021, registrando 351.788 trabalhadores. As restrições de entrada de estrangeiros no Japão durante a pandemia da COVID-19 foi a maior barreira enfrentada pelos estagiários técnicos.  Foi a primeira queda desde 2007, ano em que se tornou obrigatório o envio dos dados para o governo sobre a contratação de estagiários estrangeiros pelas empresas.

Por nacionalidade contratada, os vietnamitas aparecem em primeiro lugar, com 453.344 trabalhadores no país (26,2% do total). Em segundo lugar, aparece os chineses com 397.084 trabalhadores no Japão (23% do total).

Um funcionário do Ministério do Trabalho do Japão informou que muitas empresas estão aceitando estagiários estrangeiros para preencher as ofertas de trabalho. Muitas empresas japonesas têm enfrentado falta de mão de obra no país. A queda de estagiários, vindos do exterior, pode ampliar ainda mais o problema de contratação, especialmente em fábricas japonesas.

O mesmo funcionário informou que o Ministério do Trabalho continuará se esforçando para melhorar o ambiente de trabalho para os estrangeiros no Japão. 

Nikkey ON!: Espero que melhore mesmo o ambiente de trabalho! Depois de ver a notícia de um vietnamita sendo humilhado na empresa em que trabalhava por 2 anos, não duvido de mais nada!


Fonte: NHK News.


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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Quem cola passa no exame?

Mulher se entrega à justiça após colar no vestibular do Japão.


Osaka - Nesta quinta-feira, 27 de janeiro, uma estudante de 19 anos se entregou à polícia na província de Kagawa, após admitir que colou na prova do vestibular unificado do Japão. O primeiro dia do exame nacional das universidades japonesas foi realizado no dia 15 de janeiro.

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Mulher se entrega à justiça após colar no vestibular do Japão.
Exame unificado para as universidades do Japão realizado no dia 15 de janeiro deste ano. Foto: Kyodo News.

A estudante fez o vestibular na província de Osaka e pretendia entrar em um curso na universidade de Tóquio. Durante o início da prova, ela usou o seu smartphone e tirou uma foto do exame de história mundial. Com a foto em mãos, ela usou a internet móvel do seu aparelho celular e enviou as perguntas do exame para uma outra pessoa responder. 

Segundo a polícia, a estudante agiu de má fé porque ela não conseguia atingir bons resultados durante os estudos. Ela disse a polícia que está arrependida por colar durante o vestibular e que só trapaceou no exame de história.

O Departamento de Polícia de Tóquio enviou uma equipe para Kagawa. O assunto está sendo investigado como suspeita de obstrução fraudulenta de negócios.

O incidente só veio à tona após a denúncia de um estudante da universidade de Tóquio. Ele recebeu pela internet a foto da cola no dia 15 de janeiro. Sem saber de que se tratava de uma cola do vestibular, o rapaz respondeu as perguntas de história e enviou as suas respostas para o site de serviço de tutoria online. Depois de algum tempo, percebendo que as questões faziam parte do vestibular, o mesmo rapaz notificou o Ministério da Educação do Japão.

Além do rapaz, pelo menos outros dois estudantes da Universidade de Tóquio também receberam as mesmas questões. Segundo a polícia, os estudantes, que responderam a cola de história, não sabiam que as perguntas faziam parte do vestibular do dia 15 de janeiro. Eles disseram que alguém pediu ajuda para responder as questões em um site de estudos online. Os estudantes universitários são membros online de tutoria educacional. Eles não conseguiram desconfiar de nada até aquele momento.

De acordo com National Center for University Entrance, todos os vestibulandos são instruídos a deixar os seus smartphones e dispositivos eletrônicos dentro de suas bolsas durante o vestibular.

Entretanto, a estudante (que colou no exame) escondeu o seu aparelho celular dentro da manga de sua jaqueta. Ela conseguiu tirar e enviar a foto para uma outra pessoa de fora resolver as questões, disse à polícia.


Fontes: NHK News / Kyodo News.


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Segundo dia consecutivo de alta.

Japão registra mais de 70.000 casos de COVID-19 em um único dia.


Tóquio - As autoridades de saúde do Japão relataram nesta quarta-feira, 26 de janeiro, um número recorde de casos de coronavírus pelo segundo dia consecutivo. Mais de 70.000 casos de infecções, em um único dia, foram registrados pela primeira vez no país. Cerca de 470 pessoas estão internadas em estado grave em todo Japão.

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Japão registra mais de 70.000 casos de COVID-19 em um único dia.
Na quarta-feira, 26 de janeiro, o Japão registrou um número recorde de novos casos de coronavírus. Foto: NHK News.


Mais de dois terços das 47 províncias japonesas registraram recordes de infecções diárias. Os novos casos de COVID-19, na região metropolitana de Tóquio, quase dobraram em relação aos dados da quarta-feira da semana passada.

O aumento de casos fez o governo japonês expandir as restrições para "quase-emergenciais" em várias províncias. Para tentar frear a propagação da COVID-19 no país, mais de 18 províncias entrarão em estado quase-emergencial nesta quinta-feira, 27 de janeiro. As restrições devem durar até o dia 20 de fevereiro.

Durante essa fase emergencial, bares e restaurantes terão que encerrar o expediente mais cedo e não poderão vender bebidas alcoólicas aos clientes.

Quase 43% dos leitos hospitalares para pacientes com coronavírus estão ocupados em Tóquio. O governo metropolitano estabeleceu um limite de até 50%  de leitos ocupados nos hospitais, antes de solicitar um novo estado de emergência na capital.

O governo japonês está correndo para o lançamento das doses de reforço, principalmente, a terceira dose destinada para médicos e idosos.

Cerca de 14,7 milhões de pessoas são elegíveis para uma dose de reforço até o final de janeiro. Até agora, apenas 20% dessas pessoas tomaram a terceira vacina.

Alguns governos locais do país estão relatando que a maioria das pessoas preferem a vacina da Pfizer à vacina da Moderna. Um exemplo: na cidade de Tomisato, província de Chiba, cerca de 2.000 moradores fizeram reservas de vacina de reforço na semana passada. Aproximadamente 90% dessas pessoas decidiram que irão tomar a vacina da Pfizer.

As autoridades municipais temem que a maior preferência pela vacina da Pfizer possa atrasar o cronograma de inoculação no Japão. É preocupante a situação porque os municípios estão recebendo a mesma quantidade de cada vacina, vinda do governo central, para a vacinação da população.


Fonte: NHK News.


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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Medidas para conter a COVID-19.

Governo autoriza restrições para outras províncias do Japão.


Tóquio - O governo do Japão aprovou nesta terça-feira, 25 de janeiro, a expansão das medidas quase-emergenciais para outras províncias, na tentativa de reduzir a propagação do coronavírus no país. Devido a uma pressão cada vez maior de infecções provocadas pela variante ômicron, as medidas do governo também ajudam a evitar um aumento de pessoas em hospitais do Japão.

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Governo autoriza restrições para outras províncias do Japão.
Expansão das medidas quase-emergenciais para outras 18 províncias do Japão. Foto: NHK News.

As restrições entrarão em vigor a partir do dia 27 de janeiro, para outras 18 províncias japonesas. O término das restrições será no dia 20 de fevereiro. As medidas quase-emergenciais já estão em vigor nas províncias de Okinawa, Yamaguchi e Hiroshima, com a intenção de estender a data de término das 3 localidades para até o dia 20 de fevereiro.

Das 47 províncias japonesas, 34 delas enfrentam restrições anti-coronavírus mais rigídas. As 18 províncias incluídas nas medidas quase-emergenciais desta semana são: Hokkaido, Aomori, Yamagata, Fukushima, Ibaraki, Tochigi, Ishikawa, Nagano, Shizuoka, Kyoto, Osaka, Hyogo, Shimane, Okayama, Fukuoka, Saga, Oita e Kagoshima.

O Ministro de Estado do Gabinete responsável pelas medidas anti-coronavírus, Hitoshi Kikawada, explicou nesta terça-feira que as províncias tinham solicitado as medidas ao governo central para conter o aumento de casos da COVID-19 em suas áreas. Ele informou que o alerta para a situação de infecções e cuidados médicos foram considerados "nível 2" (nível moderado de infecções). A cada dia que passa, a contagem de novos casos do vírus está aumentando rapidamente. Se a propagação de infecções no Japão continuar nesse ritmo, a saúde pública do país poderá enfrentar sérios problemas daqui alguns dias.

Kikawada disse também que muitas pessoas ainda continuam testando positivo nas províncias de Okinawa, Yamaguchi e Hiroshima. Há preocupações de que as instituições médicas dessas regiões fiquem ainda mais sobrecarregadas, dependendo da situação futura das infecções por COVID-19.

O governo japonês confirmou mais de 60.000 novos casos de coronavírus no país nesta terça-feira. O número é recorde no Japão. Um total de 444 pessoas estão em estado grave, cinco casos a mais do que na segunda-feira.


Fonte: NHK News.


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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Crianças sem escola por causa da COVID-19.

Mais de 300 creches no Japão são fechadas temporariamente devido à pandemia.


Tóquio - Nesta segunda-feira, 24 de janeiro, o Ministério da Saúde do Japão informou que 327 creches japonesas tiveram o seu funcionamento suspenso devido ao aumento de casos de coronavírus no país. Isso tem causado muita dor de cabeça para os pais que trabalham e não tem um outro lugar para deixar os filhos pequenos.

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Mais de 300 creches no Japão são fechadas temporariamente devido à pandemia.
Para evitar casos de COVID-19, uma professora desinfeta brinquedos em uma creche japonesa. Foto: Kyodo News.

O número de creches que suspenderam os serviços na última quinta-feira, 20 de janeiro, aumentou quatro vezes em uma semana. Durante esse mesmo período, houve um aumento expressivo de casos de COVID-19 no Japão. Para efeito de comparação, em setembro de 2021, foram fechadas temporariamente 185 creches no país, de acordo com as informações do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.

Os casos diários de coronavírus no Japão superaram o número de 50.000 pessoas infectadas no último sábado, 22 de janeiro. Com a disseminação da variante ômicron, um recorde de casos foi estabelecido pelo quinto dia consecutivo no país.

As paralisações das creches foram vistas em 27 das 47 províncias do Japão. Alguns municípios, como na cidade de Nagoya, começaram a pedir aos pais que não tragam seus filhos para as creches até que a atual onda da pandemia diminua.

Quando o Ministério da Saúde começou a rastrear os casos de COVID-19 entre crianças e funcionários de creche em março de 2020, um total de 11.397 crianças e 7.644 funcionários foram infectados pelo vírus até a última soma do dia 20 de janeiro de 2022.

O Ministério da Saúde também informou que outras 63 instalações no Japão (atendendo alunos do ensino fundamental após o horário escolar) foram fechadas temporariamente na última quinta-feira, por causa da nova onda de coronavírus.


Fonte: Kyodo News.


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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Mais casos, menos testes.

Aumento de infecções por COVID-19 no Japão faz os testes de antígeno se esgotarem.


Tóquio - As infecções diárias de coronavírus no Japão superaram 50.000 casos pelo segundo dia consecutivo no domingo, 23 de janeiro. O aumento de casos em escolas e locais de trabalho está levando o povo a procurar por testes de COVID-19 em clínicas médicas.

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Aumento de infecções por COVID-19 no Japão faz os testes de antígeno se esgotarem.
Tsuyoshi Tamura, chefe de uma clínica médica em Tóquio, alerta para que as pessoas só procurem um médico quando elas apresentarem os primeiros sintomas da COVID-19. Foto: NHK. 

Em uma clínica de Tóquio, todas as vagas para testes de coronavírus foram preenchidas em apenas meia hora, após o início do atendimento ao público neste domingo. Em outro lugar na metrópole, um centro de saúde pública está tão sobrecarregado de trabalho que parou de rastrear os contatos próximos de pessoas que testaram positivo para a COVID-19.

A escassez de kits de testes está provocando um sério problema nas instituições de saúde do país. 

Uma clínica médica informou que ficará sem kits preliminares de teste de antígeno em duas semanas. O mesmo local até desistiu de iniciar a vacinação com as doses de reforço no próximo mês. O chefe da clínica, Tsuyoshi Tamura, disse que seria útil se as pessoas abstivessem de fazer o teste, desde que elas não apresentassem os sintomas do vírus ainda. Isso também serve para as pessoas que estiveram em contato com aqueles que testaram positivo ao coronavírus e continuam se sentindo bem. O doutor Tamura avisou que as pessoas só devem procurar as instituições médicas quando apresentarem os primeiros sintomas.

No domingo, Tóquio registrou mais de 9.400 novos casos de COVID-19. A contagem diária é mais que o dobro do número de casos de uma semana atrás.

Na próxima semana, Tóquio irá abrir uma instalação para acomodar e isolar pessoas infectadas sem sintomas, protegendo e evitando passar o vírus para os membros da família. A unidade terá 350 leitos para os infectados e também contará com cabines para teletrabalho.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, visitou a instalação antes de sua inauguração, marcada para terça-feira, 25 de janeiro.

"Montamos esta instalação para pessoas infectadas que não apresentam sintomas. Esperamos que o local seja usado de forma eficaz", disse Koike.

Os casos de coronavírus continuam a se espalhar continuamente pelo Japão. Agora, medidas intensivas contra a infecção estão vigorando em 16 províncias.

Outras províncias (Osaka, Hyogo, Kyoto, Shizuoka, Hokkaido, Fukuoka, Saga e Oita) também solicitaram que o governo central as colocassem em estado de quase-emergência no combate à COVID-19.


Fonte: NHK News.


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domingo, 23 de janeiro de 2022

Protesto Stop Japan's Ban.

Proibição de entrada de estrangeiros no Japão provoca manifestações ao redor do mundo.


Tóquio - Na última semana, algumas manifestações foram realizadas em vários países contra as rígidas restrições de entrada de estrangeiros no Japão . Proibidos de entrar no país por causa do aumento de casos da COVID-19 no mundo, os manifestantes pediam ao governo japonês que reconsiderasse as suas medidas de isolamento. Segundo os participantes do movimento, as medidas japonesas não tem nenhuma base científica comprovada de eficiência. 

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Proibição de entrada de estrangeiros no Japão provoca manifestações ao redor do mundo.
Manifestantes da Mongólia se reúnem para protestar contra a proibição de entrada de estrangeiros não residentes no Japão em 18 de janeiro. Foto: Kyodo News.

Na terça-feira, 18 de janeiro, os protestos se iniciaram em um grupo lançado no Twitter, o "Stop Japan's Ban". Estudantes de intercâmbio e empresários impedidos de entrar no Japão se reuniram em vários locais do mundo. Alguns manifestantes se reuniram em frente das embaixadas japonesas de países como  Mongólia, Polônia, Índia e Malásia.

As restrições de entrada de estrangeiros no Japão surgiu em meio as preocupações das autoridades japonesas com a variante ômicron, detectada pela primeira vez no país em 30 de novembro do ano passado. A partir dessa data, o governo impôs a proibição de novos estrangeiros no Japão. Este mês, foi noticiado que a proibição de entrada foi estendida até o final do mês de fevereiro.

Para este mês de janeiro, mais protestos estão em andamento em países como Alemanha, Áustria, Espanha e Argentina. Em Tóquio, os organizadores do movimento estão planejando um protesto em frente do gabinete do primeiro-ministro japonês para o próximo mês.

Os manifestantes afirmam que a maioria dos estudantes de intercâmbio recebeu as vacinas de reforço contra a COVID-19. Os estudantes também planejavam aderir as medidas antivírus necessárias para entrar no Japão, mas, mesmo assim, o primeiro-ministro Fumio Kishida, decidiu proibir a entrada de todos os estrangeiros. Kishida só informaria, num futuro próximo, a liberação da fronteira do país para o mundo.

Alguns participantes também mostraram cartazes nas manifestações com o número de dias que estão impedidos de entrar no Japão, desde a data do cancelamento de suas viagens.

Jade Barry, uma das organizadoras do protesto, planejava chegar ao Japão este mês para abrir uma loja, completar os testes de PCR (detecção de coronavírus) e tomar as vacinas de reforço. Entretanto, os seus planos não foram para frente devido aos controles mais rígidos nas fronteiras japonesas.

Barry disse em Illinois, Estados Unidos, que limitar uma pequena fração de intercambistas era uma atitude astuta e que não tem base científica comprovada.


Fonte: Kyodo News.

 
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sábado, 22 de janeiro de 2022

De volta ao lar... quase onze anos depois.

Desde o acidente nuclear de 2011 fora da região, evacuados passam a primeira noite em suas antigas casas. 


Fukushima - Mais de uma década após o desastre nuclear de Fukushima, as pessoas que evacuaram a região contaminada pela radiação estão finalmente retornando a suas casas. Não é um retorno definitivo, pois os evacuados estão apenas autorizados a passar as noites em suas residências na cidade de Futaba, província de Fukushima.

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Desde o acidente nuclear de 2011 fora da região, evacuados passam a primeira noite em suas antigas casas.
Yoichi Yatsuda volta para sua casa em Futaba, junto com sua esposa e os cães. Eles tiveram permissão do governo para passar a primeira pernoite na sua antiga casa. Foto: The Asahi Shimbun.

Yoichi Yatsuda, 70 anos, vive na cidade de Minami-Soma (província de Fukushima) como um evacuado. Em 20 de janeiro, ele e sua esposa retornaram a sua antiga casa em Futaba, levando consigo os cães, um microondas e uma geladeira.

"Finalmente chegou o dia. Quero viver aqui como eu vivia antes, mesmo que não seja exatamente a mesma coisa", disse Yatsuda.

Os moradores da cidade de Futaba foram autorizados a voltar para suas casas temporariamente, em preparação para um eventual retorno permanente.

"Estamos confiantes de que nossa cidade pode ter mais pessoas se instalando por aqui. Queremos criar um ambiente onde os moradores que retornam se sintam bem pela decisão tomada", disse o prefeito de Futaba, Shiro Izawa.

Futaba era o único município da província de Fukushima onde nenhum residente tinha conseguido voltar para casa permanentemente, desde o desastre nuclear em 11 de março de 2011. Quase todas as partes da cidade são designadas como uma zona de "difícil de retornar". Uma ordem de evacuação continua em vigor na cidade, devido aos altos níveis de radiação.

Desde o início da manhã do dia 20 de janeiro, os antigos moradores começaram os preparativos para as primeiras pernoites em suas casas em Futaba. Eles estavam anciosos pensando que, um dia, todos voltem a reconstruir suas vidas de forma permanente na terra natal.

Segundo Yatsuda, ele ansiava pelo dia que iria retornar à sua cidade, pois foi obrigado a se mudar de um lugar para outro, desde o início do desastre nuclear. Por causa de todo o transtorno que passou durante uma década fora de sua antiga casa, Yatsuda expressa raiva em relação à operadora da usina nuclear, a Tokyo Electric Power Company. 

Embora as pessoas pareciam felizes por voltar à cidade, toda área ao redor da vizinhança de Yatsuda mudou drasticamente. Apenas 15 antigos moradores, de 11 famílias, solicitaram pernoites preparatórias em Futaba.

"É triste isso. Gostaria que as autoridades apresentassem novas medidas para incentivar os jovens residentes a voltar para cidade natal", disse Yatsuda.

Dos sete municípios da província de Fukushima que possuem zona de difícil retorno em suas juridições, seis municípios (exceto a cidade de Minami-Soma que não possui residentes cadastrados na zona de dfícil retorno) começaram gradativamente a permitir pernoites preparatórias para as pessoas. As regiões permitidas para o retorno dos antigos moradores são designadas como área prioritária de reconstrução pelo governo.

Na área prioritária de reconstrução, o governo central do Japão está fazendo intensos esforços de descontaminação radioativa. Espera-se que, um dia, as autoridades municipais possam suspender a ordem de evacuação das regiões proibidas.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Vacina para o público infantil.

Japão aprova plano de vacinação contra COVID-19 para crianças.


Tóquio - Nesta semana, o Ministério da Saúde do Japão aprovou um plano para expandir seu programa de distribuição de vacinas contra o coronavírus e, desta vez, está incluindo crianças de 5 a 11 anos.

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Japão aprova plano de vacinação contra COVID-19 para crianças.
O governo do Japão aprova a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos de idade. Foto: NHK News. 

Em novembro do ano passado, a empresa farmacêutica Pfizer fez um pedido ao governo do Japão para expandir o uso da sua vacina contra COVID-19, destinando as doses para faixa etária abaixo dos 12 anos.

A decisão do pedido foi tomada nesta quinta-feira, 20 de janeiro. Durante o período de espera, o painel de especialistas do ministério do governo analisou detalhadamente a eficácia e a segurança da vacina da Pfizer.

É a primeira vez que as autoridades japonesas aprovam uma vacina para inocular crianças menores de 12 anos contra o coronavírus. Antes disso, o Japão só tinha aprovado o uso da vacina da Pfizer e da Moderna para pessoas com 12 anos ou mais. 

O uso de uma outra vacina, desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, é, em princípio, limitada para pessoas com 40 anos ou mais.

Planejando para começar em março, o Ministério da Saúde está pedindo que os municípios se preparem em breve  para o início da vacinação das crianças pelo país

O governo está preparando uma reunião com especialistas na próxima quarta-feira, 26 de janeiro, para definir os detalhes do programa de vacinação para o público infantil no Japão.


Fonte: NHK News.


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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Aumento das restrições no Japão.

No combate ao coronavírus, mais treze províncias japonesas entrarão em estado de quase-emergência.


Tóquio - Na quarta-feira, 19 de janeiro, um painel formado por especialistas do governo do Japão aprovou a expansão do estado de quase-emergência para mais 13 províncias japonesas, incluindo Tóquio. Devido ao grande aumento de casos de COVID-19 no país, o novo plano de restrições entrará em vigor a partir desta sexta-feira, 21 de janeiro, e está programado para terminar no dia 13 de fevereiro.

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No combate ao coronavírus, mais treze províncias japonesas entrarão em estado de quase-emergência.
Expansão do estado de quase-emergência para mais 13 províncias japonesas (em amarelo), a partir desta sexta feira, 21 de janeiro. Foto: NHK.

O ministro responsável pelas medidas no combate ao coronavírus, Daishiro Yamagiwa, participou de uma reunião na manhã desta quarta-feira, onde as províncias, com muitos casos de infecções, pediram que a declaração de novas medidas de controle fossem implementadas pelo governo. Segundo a reportagem, os governadores das províncias têm o poder de reforçar as medidas anti-infecções sob a declaração do governo central.

As 13 províncias que entrarão no estado de quase-emergência são: Tóquio, Saitama, Chiba, Kanagawa, Gunma, Niigata, Aichi, Gifu, Mie, Kagawa, Nagasaki, Kumamoto e Miyazaki.

Yamagiwa informou que as infecções estão aumentando rapidamente nas províncias citadas na lista. Ele acrescentou que a situação de infecção em cada uma das áreas, subiu para o nível 2, em uma escala de 0 a 4. A escala analisa as infecções em termos de pressão sobre os serviços médicos, no caso de aumento de pacientes. O ministro alertou que a situação precisa ser abordada adequadamente o mais breve possível, senão os sistemas locais de saúde poderão ficar sobrecarregados em um futuro próximo. Medidas para evitar a propagação de novas infecções precisam ser tomadas agora.

Na reunião, Yamagiwa também citou o programa que usa registros de vacinação da COVID-19 e provas de resultados negativos de testes para o vírus. Os dois casos citados pelo ministro acabam relaxando as restrições sociais no país. Ele informou ao painel que o governo planeja suspender o programa nas províncias em princípio, enquanto permite que cada governador decida o contrário. Isso ocorre porque existe a preocupação de que pessoas totalmente vacinadas ainda possam ser infectadas pelo coronavírus.

Depois que o painel aprovou o plano de restrições para as províncias, o governo o relatou à dieta para uma sessão de perguntas e respostas. Yamagiwa disse à dieta que é importante tomar medidas antivírus agora enquanto mantém as atividades sociais e econômicas funcionando no país. Segundo o ministro, o governo continuará permanecendo em alerta enquanto trabalha rapidamente para resolver as situações, em cooperação com governos locais e especialistas no assunto.

A partir desta sexta-feira, a expansão do estado de quase-emergência irá cobrir um total de 16 províncias do Japão. As medidas já estão em vigor nas províncias de Okinawa, Yamaguchi e Hiroshima, com o término da restrições programado para 31 de janeiro destas 3 regiões.


Fonte: NHK News.


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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Violência em local de trabalho.

Estagiário vietnamita denuncia abusos físicos que sofreu durante 2 anos numa empresa japonesa.


Okayama - Na segunda-feira, 17 de janeiro, um estagiário técnico do Vietnã denunciou o seu ex-empregador de violência física em uma coletiva de imprensa na cidade de Okayama, província de mesmo nome. Segundo o vietnamita, ele foi submetido a vários tipos de abusos físicos durante os dois anos em que trabalhou em uma construtora da cidade.

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Estagiário vietnamita denuncia abusos físicos que sofreu durante 2 anos numa empresa japonesa.
Vítima de abusos no trabalho: o estagiário técnico do Vietnã (ao centro de jaqueta preta) durante uma entrevista coletiva em Okayama. Foto: The Asahi Shimbun.

A denúncia foi abordada por um sindicato sediado em Fukuyama, na província de Hiroshima. Representantes do sindicato estiveram em Okayama para conversar com a vítima. O Fukuyama Union Tampopo (o sindicato) denunciou os maus-tratos sofridos pelo trabalhador vietnamita à Organização para Treinamento Técnico Interno. A organização é um órgão com sede em Tóquio que supervisiona os programas de treinamento para trabalhadores estrangeiros no Japão.

Segundo o sindicato, o vietnamita, de 41 anos, chegou ao Japão em outubro de 2019. Logo em seguida, ele começou a trabalhar na construção civil em Okayama, ajudando a erguer andaimes em canteiros de obras.

Com cerca de três meses de trabalho na construtora, o vietnamita começou a sofrer abusos físicos vindos de três colegas japoneses. Em certas ocasiões, o estagiário levou várias cutucadas violentas nas costas com uma vassoura e um objeto em forma de bastão, informou o sindicato.

O vietnamita também foi chutado com muita violência pelos japoneses. Com três costelas quebradas, o estagiário foi atacado pelos trabalhadores da construtora com calçados de proteção de ferro, machucando o lado esquerdo do tórax da vítima.

Quando o vietnamita relatou o incidente ao empregador, ele foi aconselhado pela empresa a fingir que havia caído da escada.

Em junho de 2021, a vítima entrou em contato com a Associação Cooperativa Técnica Industrial de Okayama para ajudá-lo a acabar com as agressões no local de trabalho. A violência parou temporariamente, mas rapidamente o estagiário voltou a sofrer abusos físicos pelos mesmos empregados.

Um colega vietnamita da vítima o aconselhou a consultar um sindicato. Em outubro de 2021, a vítima entrou em contato com o sindicato e, rapidamente, foi levada para um abrigo seguro pelos funcionários da entidade.

Desde então, o sindicato vem mantendo contato com a empresa e a associação cooperativa em nome do vietnamita que sofreu abusos. A vítima quer um pedido formal de desculpas da construtora e uma indenização pelas humilhações sofridas por ele durante os dois anos de trabalho.

No entanto, a construtora sustenta que não houve violência contra o seu ex-empregado e que as lesões sofridas por ele foram devido a um acidente, relatou o sindicato.

A empresa de construção civil e a associação cooperativa se recusaram a comentar sobre o assunto quando foram contatadas pelo jornal The Asahi Shimbun.

"Eu pensava que o Japão era um país seguro e gentil", disse o vietnamita durante a entrevista coletiva, incapaz de conter as lágrimas.

"Suportei a violência por tanto tempo porque eu ficava pensando em minha esposa e filha que deixei no Vietnã", disse a vítima dos abusos que não teve a identidade revelada pela imprensa.

Segundo o vietnamita, ele ainda está pagando cerca de 1 milhão de ienes (US$ 8.710), devido a uma dívida contraída por uma assessoria que o ajudou arranjar um emprego legalizado no Japão. O homem ainda tem a intenção de continuar no país trabalhando, mas começando tudo de novo numa empresa melhor.

O programa de estágio técnico , patrocinado pelo governo japonês, foi introduzido no país em 1993. O objetivo do programa é transferir habilidades e conhecimentos adquiridos pelos estagiários no arquipélago japonês, para o aperfeiçoamento da mão de obra dos países em desenvolvimento. O programa de estágios tem sido alvo de críticas constantes no Japão. Muitas empresas usam o programa como uma cobertura na importação de mão de obra barata vinda de outros países asiáticos.


Fontes: The Asahi Shimbun / Japan Today.


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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Norte-coreanos testam armas.

Coréia do Norte dispara dois mísseis balísticos e preocupa as autoridades internacionais.


Tóquio - O governo do Japão informou na tarde desta segunda-feira, 17 de janeiro, que a Coréia do Norte lançou dois mísseis balísticos de curto alcance no período da manhã do mesmo dia.

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Coréia do Norte dispara dois mísseis balísticos e preocupa as autoridades internacionais.
O Ministro da Defesa do Japão, Nobuo Kishi, informa a imprensa que a Coréia do Norte disparou dois mísseis balísticos nesta segunda-feira. Foto: Kyodo News.

O Ministro da Defesa do Japão, Nobuo Kishi, disse que a Coréia do Norte disparou um míssil por volta das 8h49 da manhã (horário do Japão) e depois lançou um segundo míssil por volta das 8h52.

Kishi acredita que os mísseis tenham atingido uma altitude máxima de 50 km. Calcula-se que os mísseis voaram a uma distância de 300 km, seguindo uma trajetória balística normal. Provavelmente, os projéteis caíram na zona leste da Coréia do Norte e fora da zona econômica exclusiva do Japão.

"Está claro que a Coréia do Norte está tentando melhorar a sua tecnologia de mísseis. A recente série de lançamentos de mísseis balísticos norte-coreanos representa um sério desafio para toda a comunidade internacional", destacou Kishi.

"É muito lamentável. Devemos avançar nosso debate de segurança de forma constante, incluindo a estratégia de segurança nacional", disse o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, em uma reunião com os legisladores do país. Ele acrescentou que o governo japonês pretende revisar as diretrizes de segurança de longo prazo do Japão até o final do ano.

O governo japonês apresentou uma queixa formal por meio de sua embaixada em Pequim, na China.

O Estado-Maior Conjunto da Coréia do Sul também informou que a Coréia do Norte disparou dois projéteis nesta segunda-feira. Da mesma forma como os japoneses disseram, os sul-coreanos informaram que os projéteis são mísseis balísticos de curto alcance, lançados no sentido leste e em uma posição fora da capital norte-coreana Pyongyang.

Esta é a quarta vez que a Coréia do Norte dispara projéteis desde o início deste ano.


Fontes: NHK News / Kyodo News.


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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Alerta mundial de tsunami no Pacífico.

Litoral do Japão é atingido por tsunami vindo das ilhas de Tonga.


Tóquio - No sábado, 15 de janeiro, após uma enorme erupção vulcânica vinda do mar na região das ilhas de Tonga (Pacífico Sul), um alerta de tsunami foi emitido no Japão no início da madrugada de domingo. Vários moradores da Costa do Pacífico do Japão foram alertados pela agência meteorológica para uma possível evacuação durante a noite.

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Alerta mundial de tsunami no Pacifico.
Barcos virados e alguns parcialmente submersos no porto de Muroto, província de Kochi. Na madrugada de domingo, a Costa do Pacífico do Japão foi atingida por um tsunami vindo das ilhas de Tonga. Foto: Kyodo.

Um tsunami de 1,2 metro foi observado nas ilhas de Amami (província de Kagoshima), um pouco antes da meia-noite de sábado para domingo. Na província de Iwate (região de Tohoku), um tsunami de 1,1 metro chegou na região às 2h26 na madrugada de domingo. 

Segundo a agência meteorológica, pequenos tsunamis inferiores a um metro de altura foram observados em uma ampla área da Costa do Pacífico do país, de Okinawa (região sul) até Hokkaido (região norte). Não houve relatos de feridos.

A Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres no Japão informou que pelo menos 210.000 pessoas em sete províncias (Aomori, Iwate, Miyagi, Chiba, Kochi, Miyazaki e Kagoshima) foram solicitadas a sair de perto do litoral.

Durante uma coletiva de imprensa no início de domingo, um funcionário da agência meteorológica pediu aos moradores da costa do Pacífico do país que permaneçam longe das áreas litorâneas até que a segurança seja restabelecida. A agência observou que várias ondas de tsunami poderiam chegar ao Japão durante o período noturno.

Após o alerta de tsunami e os alertas da agência meteorológica, o governo montou um escritório de comunicação no gabinete do primeiro-ministro do Japão para coletar informações sobre as áreas atingidas. Um alerta de tsunami foi emitido pela última vez no Japão em novembro de 2016, depois que um terremoto de 7,4 graus de magnitude atingiu a região nordeste do país.

A erupção do vulcão em Tonga ocorreu a cerca de 65 km ao norte da capital Nuku'alofa. Toda a nação insular de Tonga foi atingida por um tsunami de até 80 centímetros de altura.

Tonga é uma nação com cerca de 170 ilhas, das quais 36 delas são habitadas. Toda região é o lar de cerca de 107.000 pessoas.

A cidade de Nuku'alofa foi coberto por uma espessa camada de poeira vulcânica, despertando preocupações sobre o acesso à água potável e problemas respiratórios.

Além do Japão, um tsunami de aproximadamente 1 metro de altura atingiu a costa da Nova Zelândia, país localizado perto de Tonga. Outros países como Chile e Peru, o tsunami atingiu as suas regiões costeiras com um pouco mais de 1 metro de altura.

No Alasca e na Califórnia, ondas, um pouco superiores a 1 metro, foram observadas na Costa Pacífica americana, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.


Fontes: Japan Today / The Mainichi.


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domingo, 16 de janeiro de 2022

Vestibular com estudos e sangue.

Três pessoas são esfaqueadas por um adolescente, perto da Universidade de Tóquio.


Tóquio - Dois estudantes do ensino médio e um homem ficaram feridos em um ataque com faca neste sábado, 15 de janeiro. O incidente ocorreu nos arredores da Universidade de Tóquio, antes do início dos exames de admissão universitária em todo o país. Um adolescente foi preso sob suspeita de tentativa de homicídio, disse a polícia.

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Três pessoas são esfaqueadas por um adolescente, perto da Universidade de Tóquio.
Equipe de emergência no local do incidente, perto de um dos portões de entrada da Universidade de Tóquio. Foto: Reuters.

As três vítimas (um homem de 72 anos, um rapaz de 17 anos e uma moça de 18 anos) foram golpeados nas costas por volta das 8h30 da manhã, em frente a um dos portões do campus da universidade.

Os dois estudantes atacados vieram da província de Chiba para realizar os exames de admissão em Tóquio. Eles não sofreram ferimentos graves. Segundo a polícia, nenhuma das três vítimas conheciam o suspeito do ataque, um adolescente de 17 anos.

"Eu não estava indo bem em meus estudos, então decidi causar um incidente e morrer", disse o suspeito, um estudante de uma escola particular na cidade de Nagoya.

"Eu estava estudando para entrar em medicina na Universidade de Tóquio. Mas já faz um ano que as minhas notas estão tão ruins que acabei perdendo a confiança", disse o adolescente. Ele não estava inscrito para fazer os exames de admissão, mas confessou o crime logo após a sua prisão.

O "rapaz frustrado" chegou a Tóquio em um ônibus expresso na manhã deste sábado. Na província de Aichi, o pai do adolescente notificou a polícia, na noite de sexta-feira, informando que o seu filho estava desaparecido.

De acordo com a polícia, o rapaz frustrado, cujo nome foi omitido por ser menor de idade, disse também para as autoridades que trouxe consigo uma faca de cozinha da casa de seus pais. Após o ataque, a polícia encontrou o adolescente sentado no chão e a sua faca, manchada de sangue, jogada nas proximidades do incidente. Além da faca usada no crime, o rapaz trouxe outra faca e uma serra dobrável dentro de uma sacola. Também foram encontrados com ele garrafas plásticas e de vidro contendo líquido inflamável.

O incidente ocorreu no momento em que os estudantes do ensino médio passam por exames unificados de admissão universitária no Japão. As provas são realizadas em dois dias e mais de 530.000 estudantes de todo o Japão estão inscritos.

Apesar do ataque a faca ter ocorrido nas proximidades da universidade de Tóquio, o primeiro dia de exames foi realizado conforme o programado.

A prisão do suspeito foi rápida porque o homem de 72 anos, atacado pelo adolescente, saiu correndo ferido até uma delegacia próxima do local do incidente.

Além do rapaz frustrado ferir as três pessoas, ele também iniciou um princípio de incêndio em uma estação do metrô, próxima do campus universitário onde ocorreu o ataque.

O Corpo de Bombeiros de Tóquio foi informado a respeito do princípio de incêndio nas instalações da estação Todaimae, na linha Namboku, operada pela Tokyo Metro Company. O alerta foi feito às 8h30 da manhã e o fogo foi extinto cerca de uma hora depois.

O ataque com faca pareceu perturbar alguns participantes do exame no campus universitário. Muitas viaturas da polícia e carros do corpo de bombeiros foram mobilizadas para os locais dos incidentes.

"É assustador o que aconteceu. Quero fazer o meu melhor durante o teste e não ser afetado por nada", disse um estudante de 18 anos que soube dos crimes pela rede social Twitter.

"Meu filho estudou tanto para os exames. Desejo que ele faça o teste em um bom ambiente", disse uma mulher de 50 anos que acompanhou o seu filho até o local do exame. Ela espera que ele não fique abalado com os incidentes durante a prova.

O Centro Nacional de Exames de Admissão Universitária solicitou para que as universidades estatais, públicas e privadas (os locais dos exames) reforçassem as medidas de segurança após o ataque na manhã de sábado.

Realizados em meio a medidas anti-COVID, os exames de admissão universitária atraíram um total de 530.367 candidatos. Os estudantes inscritos estão realizando as provas em 677 locais espalhados pelo país.

No Japão, os exames de admissão à universidade são realizados anualmente em duas etapas: a primeira fase é padronizada para todas as universidades e a segunda fase envolve exames de conhecimentos específicos.


Fonte: Kyodo News.


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sábado, 15 de janeiro de 2022

Medicamento Paxlovid no combate à COVID-19.

Para o tratamento de pessoas com coronavírus, Pfizer busca aprovação de sua pílula oral no Japão.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 14 de janeiro, a Pfizer Inc. solicitou ao Ministério da Saúde do Japão a aprovação de sua pílula contra a COVID-19 em território japonês. Se a aprovação for concedida, a nova pílula se tornará o segundo medicamento oral disponível no país para casos leves de coronavírus.

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Para o tratamento de pessoas com coronavírus, Pfizer busca aprovação de sua pílula oral no Japão.
Paxlovid: novo medicamento oral para COVID-19 desenvolvida pela Pfizer Inc. Foto: Kyodo News.

O pedido para o novo medicamento Paxlovid (uma combinação dos antivirais Nirmatrelvir e Ritonavir) ocorre no momento em que o Japão está lutando contra o seu sexto aumento de casos da COVID-19 no país. Em meio à disseminação da variante ômicron, o Japão já está concordando em adquirir o novo medicamento para o tratamento de aproximadamente 2 milhões de pessoas.

No início da semana, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse que um acordo final sobre a compra do medicamento, com a empresa farmacêutica norte-americana Pfizer Inc., é esperado até o final deste mês. A aprovação da pílula no país esta sendo aguardada para o mês de fevereiro.

Em dezembro, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão já aprovou o medicamento oral Molnupiravir, remédio contra a COVID-19 desenvolvida pela empresa farmacêutica norte-americana Merck & Co.

O ministro da saúde do Japão, Shigeyuki Goto, afirmou, no mês passado, que os medicamentos orais devem desempenhar um papel significativo no tratamento de pacientes com sintomas leves da COVID-19.

De acordo com a Pfizer, ensaios clínicos mostraram que o Paxlovid tem uma chance maior de previnir hospitalizações e mortes, isso se comparado ao Molnupiravir. O Paxlovid pode reduzir os sintomas graves do coronavírus em 88% (em comparação com aqueles que receberam placebo), para pacientes que tomaram o medicamento dentro de cinco dias após o início dos sinais da doença no organismo. 

A nova pílula Paxlovid impede que o coronavírus se multiplique no organismo humano e é prescrita para ser tomada duas vezes ao dia durante cinco dias.

O medicamento oral da Pfizer foi aprovado na Grã-Bretanha e autorizado nos Estados Unidos em dezembro, para uso emergencial nos dois países.


Fonte: The Japan Times.


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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

A saúde dos funcionários em risco.

Governadora de Tóquio pede que as empresas se preparem para escassez de mão de obra.


Tóquio - Com os casos de ômicron se espalhando rapidamente pelo Japão, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, está pedindo para que as empresas estejam preparadas para uma iminente crise de mão de obra.

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Governadora de Tóquio pede que as empresas se preparem para escassez de mão de obra.
Yuriko Koike, governadora de Tóquio, conversa por videoconferência com Kengo Sakurada, presidente da Keizai Doyukai, em 12 de janeiro. Foto: The Asahi Shimbun.

No dia 12 de janeiro, Koike solicitou aos representantes das organizações empresariais para que as empresas no Japão elaborassem planos de continuidade de negócios (BCPs). Ela prevê que cada empresa terá um desfalque de mais de 10% de funcionários (ausentes no trabalho), por causa da variante ômicron.

Koike também pediu para os representantes das organizações empresariais que incentivassem as empresas a revisar os seus planos BCPs (se estiverem com os planos prontos) para continuar operando mesmo sem um décimo de sua força de trabalho.

A governadora de Tóquio teve reuniões separadas, por videoconferência, com Kengo Sakurada (presidente da Keizai Doyukai - Associação Japonesa de Executivos Corporativos), Akio Mimura (presidente da Câmera de Comércio e Indústria do Japão) e Masakazu Tokura (presidente da Keidanren - Federação de Negócios do Japão).

"Os casos da variante ômicron estão se espalhando com uma velocidade sem precedentes no Japão. O que sustenta a sociedade pode se tornar muito instável. Nossa sociedade pode se tornar disfuncional", disse Koike durante as reuniões.

Em seguida, Koike pediu aos representantes que garantissem a revisão dos planos de continuidade feita pelas empresas. O plano deverá abranger a retenção do pessoal de apoio, substituindo cerca de 10% dos funcionários subitamente ausentes e garantindo que a empresa continue operando normalmente, mesmo com as faltas. A governadora também enfatizou que o teletrabalho é essencial nesta etapa da pandemia.

Muitas empresas que prestam serviços essenciais, como operadoras de trens e supermercados, já decidiram a forma como elas continuarão funcionando, na onda do ômicron, com uma parte dos seus funcionários fora de serviço.

A East Japan Railway Company (JR East) já determinou que usará funcionários do departamento de planejamento da empresa, caso algum maquinista de trem falte por causa do coronavírus. Essa decisão foi determinada porque o pessoal do departamento de planejamento já tem experiência como operador de trens ferroviários.

No final do ano passado, a empresa dos correios, Japan Post, revisou suas diretrizes sobre a prevenção de infecções por coronavírus entre seus funcionários. A revisão das diretrizes foi devida aos surtos de COVID-19 entre os funcionários do correio na cidade de Yokohama, província de Kanagawa, e entre funcionários da empresa na província de Nagasaki. Os casos de infecções na Japan Post forçaram a suspensão e atrasos nas entregas de correspondências durante o outono do ano passado.

Um funcionário da Japan Post disse o seguinte: "Se alguns funcionários da empresa forem infectados novamente pelo novo coronavírus, funcionários de outras filiais completarão a ausência dos que estão doentes, isso  dependendo das circunstâncias".

A Summit Inc., uma empresa que opera uma rede de supermercados na região de Tóquio, permite que o gerente de cada loja  decida se deve fechar ou solicitar uma equipe de suporte, no caso de um grande número de funcionários infectados pelo coronavírus.

No entanto, um funcionário de uma outra rede de supermercados informou que a substituição de pessoal, geralmente, não é uma boa opção: "Não há escolha a não ser fechar a loja, se muitos funcionários contraírem COVID-19. Os clientes irão evitar de fazer compras na loja por causa do surto de infecções no local".

A montadora Mazda Motor Corporation decidiu que menos de um terço de seus funcionários, excluindo os trabalhadores de linha nas fábricas, deverão continuar trabalhando no escritório da província de Hiroshima (mesmo com as medidas pré-emergenciais estabelecidas pelo governo de Hiroshima em 09 de janeiro).

A fabricante de componentes eletrônicos, Murata Manufacturing Company, notificou seus funcionários de suas novas contramedidas para a COVID-19, em 11 de janeiro. Na Murata, agora está proibindo os funcionários de fazer refeições com outras pessoas (as exceções são para membros da mesma família ou pessoas com quem moram juntas). A empresa também pediu a seus funcionários que evitassem viagens de negócios para as áreas sob medidas pré-emergenciais, impedindo possíveis infecções pelo coronavírus.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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